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sábado, 26 de junho de 2010

Educação

Hoje conversei um pouco com uma das mães, de uma das colegas, de um dos meus filhos.
Pessoa culta, inteligente embora hoje me parece-se um pouco abatida. De forma discreta, tentei sondar. Além de mãe, a senhora é professora de inglês e em jeito de desabafo, traçou em termos gerais o que é ser professor nos tempos que correm.
Não vou aqui transcrever o que me foi dito, seria uma falta de educação, apenas posso dizer que me limitei a ouvir um relato emocionado, de quem sempre teve o sonho e a vocação para ensinar e agora, perante o estado a que chegou o nosso ensino, pondera se terá valido a pena.
No fim dei a minha opinião, um pouco a medo, pois conheço mal a senhora e não queria criar uma situação embaraçosa.
Comecei pela raiz do problema, a tomada de assalto do sistema educativo na revolução dos cravos pela extrema esquerda, passei ao tronco, as estatísticas, ou seja, a obrigatoriedade de sermos um país de gente instruída aos olhos de Bruxelas, independentemente dos jovens chegarem ao 12º ano sem saber ler e escrever. E acabei no fruto, a destruição final da massa critica da nossa sociedade, tornando-a maneável aos interesse das elites reinantes.
E não é que a senhora concordou comigo...