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domingo, 24 de abril de 2011

Explicações de matemática

O FMI chegou e com ele os técnicos com capacidades matemáticas acima da média.


O défice apresentado pelo executivo de José Sócrates de 6,8%, relativo ao ano de 2010, sofreu nova alteração, desta vez para 9,1%. Por este andar teremos de juntar às contas de 2011 umas explicações de matemática aos lacaios do regime...


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

FMI, o porque sim e o porque não

O executivo de José Sócrates continua a recusar o auxilio internacional na resolução da crise económica que assola o nosso país.

O argumento utilizado por este governo, é o de que Portugal tem as contas controladas e não necessita da intervenção ou ajuda do FMI ou de Bruxelas.

A realidade é no entanto bastante diferente. Portugal encontra-se com um deficit real na ordem dos 8,5%, o endividamento externo aumenta a 2,5 milhões de euros hora e, quando tudo o que tem sido escondido através da engenharia financeira for descoberto, Portugal cairá na tão apregoada bancarrota.

Ninguém no governo tem a mínima noção do futuro económico do país, ou, mais grave ainda, da real situação das finanças. Veja-se por exemplo o ministro Teixeira dos Santos, que ainda no ano passado em Junho, anunciava o fim da crise. Ou quando mais recentemente, afirmava que quando o juro dos títulos da divida soberana a 10 anos ultrapassa-se os 7%, seria necessária a intervenção do FMI... hoje verificou-se a percentagem mais alta de sempre, 7,37% e, apesar de toda a indignação do titular da pasta das finanças, já veio a publico defender o contrário do que tinha dito à uns dias atrás.

Portugal não tem as contas consolidadas. Muito longe disso. Ainda no ultimo dia da apresentação do orçamento do estado "apareceu" um buraco de 830 milhões de euros, vindo sabe-se lá de onde...
Então porque é que o governo insiste em atrasar a vinda do FMI?
A resposta é clara. Sócrates tem noção de que quando uma entidade imparcial e competente analisar a real situação do país, o seu nome ficará ligado ao maior descalabro financeiro da história de Portugal. E enquanto esse dia não chega, Sócrates e os "boys" continuam a "desbastar" o erário publico.
A titulo pessoal, sei que o melhor seria a entrada do FMI o mais depressa possível, de forma a ser conhecida a real situação em que nos encontramos, no entanto, como nacionalista acredito que em Portugal mandam os portugueses e, oponho-me a que qualquer entidade internacional nos diga o que temos de fazer.
Independentemente de tudo, será para breve a chegada do Fundo Internacional Monetário ao aeroporto da Portela. É uma questão de meses.
Quanto a nós, portugueses, espera-nos uma longa travessia, até conhecer-mos de novo a prosperidade.


domingo, 17 de outubro de 2010

Vem aí o papão!

"Somos um povo de resistentes". A frase não é minha, mas subscrevo-a na integra.
Aos romanos, foram necessários 200 anos e um elevado numero de baixas, para conseguir o domínio da península. Assassinaram Viriato à traição, quebraram tréguas e cometeram todo o tipo de vilanias até conseguirem dominar um punhado de pastores.
A partir do ano 400, chegaram os povos bárbaros. Alanos, Suevos e Vândalos, todos eles pouco contentes, uma vez que tinham sido expulsos das suas terras pelos Hunos, esse povo diplomata e afável por natureza.
Uns anos depois chegam os visigodos, legitimados pelos romanos, lutam pela posse do território contra os povos anteriormente descritos.
Em 711 chegam os mouros, confinando os domínios cristãos a uma pequena porção de terreno nas Astúrias. Aquilo que os muçulmanos demoraram 8 anos a fazer, seriam necessários quase 8 séculos para desfazer. Só em 1245 Afonso III chega ao Algarve.
Em 1384 os castelhanos montaram cerco a Lisboa. Retiraram passado uns meses. Regressam em 1385 e, em Aljubarrota até da padeira enfardaram.
A partir daí este povo lança-se na epopeia dos descobrimentos. Os feitos heróicos são tantos, mas tantos que não vos aborreço com eles, apenas desafio os mais curiosos a procurarem um pouco.
Em 1580 sobe ao trono um espanholito, naquilo que já na altura se designava união ibérica. Como se pode ver traidores houve em todas as épocas. No dia 1 de Dezembro de 1640 corremos com eles. Mais uma guerra pela sobrevivencia do reino até ao tratado de paz em 1668.
1807, 1809, 1811, 3 datas, 3 invasões, desta feita pelos franciús. Vêm por cá algum? só se for no Terreiro do Paço armado com uma Cannon. Já sei o que me vão dizer, tínhamos os ingleses que sempre nos enterraram... perdão... ajudaram, inclusivamente no ultimato de 1890.
Em 1910 uns indivíduos de avental, implantaram a I Republica. Durou 16 anos. Pelo meio ainda enviaram um contingente para a Flandres, onde nos batemos com coragem, apesar da guerra não ser nossa.
Entre 1939 e 1945, ficámos sossegados... alguém duvida do desfecho da guerra se em 1940 os alemães tivessem uma base no meio do oceano Atlântico?
Em 1961 começa a guerra do Ultramar, que se prolongaria até 1974. Treze anos de guerra em 3 cenários diferentes. Contra tudo e contra todos. Turras, cubanos, argelinos e toda a espécie de pseudo intelectuais de esquerda. VENCEMOS, só uma traição permitiu que nos roubassem aquilo que era nosso por direito e, que nos permitiria enfrentar este mundo globalizado que presentemente nos consome a carne e corrói os ossos.
Uma palavrinha amiga para toda a corja que por essa altura fugiu do país para não cumprir o serviço militar e que depois voltou para chupar o sangue de uma Pátria espoliada.
Adiante, o melhor é dizer o porquê de toda esta longa conversa, antes que o leitor pense que finalmente sucumbi perante a pressão mediática do Orçamento de Estado e, que a insanidade domina já este projecto de escriba.
Apenas tento acalmar os espíritos mais receosos, não razão para temer o FMI, esses bárbaros, que prestam culto ao capitalismo e sacrificam os povos escravizados no altar da pobreza e da fome. Deixem-nos vir, já cá estiveram uma vez. Quem sabe se desta os recebemos condignamente e deixamos falar de forma explicita a genética do nosso povo...
Não querendo parecer gabarolas e, pedindo perdão pela blasfémia, só devemos temer a ira de Deus. E Ele quando nos quiser punir envia o malamem, nunca o FMI.