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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Para já ficam os dedos...

Numa mensagem de Natal tipicamente liberal, o actual Primeiro-Ministro falou das dificuldades que inevitavelmente surgirão em 2012 e da necessidade de "democratizar a economia".

Em relação ao primeiro ponto, já são vários os portugueses que as estão a sentir à um par de anos, não é propriamente uma novidade. Já em relação ao segundo ponto, convém fazer uma pequena tradução.

De que fala Passos Coelho quando propõe "democratizar a economia"? será o 25 de Abril na economia portuguesa que Francisco Lousã ainda à pouco tempo pedia?

Nada mais errado. A " democratização da economia" é nada mais nada menos que a liberalização total do sector, com os privados a assumirem o papel do Estado em todas as frentes, nomeadamente nos chamados "interesses estratégicos nacionais".

Os anéis já foram, ou estão prestes a ir, com a EDP a passar para os chineses e a Galp a caminho de mãos angolanas. Na extracção mineira vários contratos foram recentemente celebrados entre empresas de capital estrangeiro e o Estado Português.

Com que ficamos? com os dedos, ou seja, com as empresas que dão prejuízo, nomeadamente na área dos transportes. Resta apenas a dúvida de quando serão estes amputados...

domingo, 4 de setembro de 2011

Frase do dia




"é preciso novo 25 de Abril na economia"


Isto é o que se chama memória curta, ou se preferirem falta de vergonha na cara.

Na ideia deste senhor, os anos do PREC não foram suficientes, é necessário novo 25 de Abril para acabar com o que resta.

Lembro apenas aos parcos leitores que me visitam, que antes desta famigerada data, a economia portuguesa crescia a um ritmo superior a 6%.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ciclo vicioso

Explicação simples para algo que um monte de comentadores televisivos passam horas a explicar:

1-As agências baixam o ranking de Portugal (com ou sem razão plausível).
2-Os mercados penalizam Portugal (aumento de juros, baixa oferta na aquisição de empresas publicas, etc).
3-Portugal em dificuldades financeiras lança novas medidas de austeridade.
4-Aumenta o risco de incumprimento dos compromissos assumidos.
5-Voltar ao ponto 1 se faz favor e repetir a leitura até que a inviabilidade económica do país e consequente submissão seja uma realidade inevitável.