quinta-feira, 18 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
M.O.N. em Aljubarrota
"No próximo 14 de Agosto, Domingo, organizamos uma jornada de grande sentido político, de camaradagem nacionalista e patriótica.
Vai ser uma uma reunião com todos os que quiserem vir connosco assumir o seu compromisso de luta pela Vitória das forças Nacionais e discutir as grandes linhas do Combate político
Inclui transporte em pullman a partir de Lisboa, um almoço próximo da Batalha,a assistência à sessão histórica multi-media no Centro de Reconstituição da Batalha, em S. Jorge, e uma cerimónia sóbria, seguida de regresso à Batalha, com visita ao Mosteiro".
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Sporting 1 - Olhanense 1
Um bom ambiente, com uma assistência a ultrapassar as 33000 pessoas. Comparado com o ano anterior, uma verdadeira enchente.
O Sporting apresentou-se com 4 novos reforços e com 6 Portugueses no onze titular. Qualquer semelhança com outro clube da I liga é pura coincidência.
Assim como qualquer semelhança com o Sporting da época passada. Uma equipa nova, "fresca", incisiva no ataque e bastante segura na defesa, foi o que esteve à vista de quem assistiu à partida.
Notas bastante positivas para Rinaudo, Jeffren, João Pereira e Capel. Menos bem Yannic e menos bem ainda Evaldo, uma autentica nulidade. Uma menção ainda para os livres apontados por Shaars, ineficazes ( a equipa adversária possuía uma altura média muito superior à do Sporting) e muitas vezes mal executados.
Resumindo, tudo se compunha para uma grande noite de futebol se dependesse apenas das duas equipas de onze elementos. Como existe uma terceira equipa em campo...
Antes de me alongar gostava de deixar bem claro que apesar de sócio do Sporting não sou fanático vulgo "doente". Gosto de desporto no geral e de futebol em particular. Sou o primeiro a admitir a superioridade do F.C.P. nos últimos anos no futebol português, ou de admitir que o S.L.B. tem uma massa associativa sem igual em Portugal.
Independentemente de tudo isto, o que é um facto, é que o S.C.P. foi propositadamente e de forma grotesca prejudicado durante a partida. Estes senhores que usam o apito não podem pôr em risco o investimento e preparação de uma ou mais equipas, pelo simples facto de terem esse poder nas mãos.
E depois admiram-se de haver pouca gente nos estádios ou de existir um sentimento negativo perante a verdade desportiva. O amigo Xistra devia servir de exemplo e ser imediatamente encaminhado para a distrital. Só desta forma o futebol português afastará a nebulosidade que o envolve à vários anos.
É que feitas bem as contas, com arbitragens decentes,os leões estariam 3 pontos à frente do Benfica e dois do Porto...
Achado...
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Nada de novo...
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Pela segunda vez...
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Londres
Esta é a face da globalização a que ninguém escapa, do intocável multiculturalismo e do decadente capitalismo.
sábado, 6 de agosto de 2011
Garcia de Orta

Este caso é um daqueles casos onde não vou citar nomes de forma a proteger a privacidade das pessoas envolvidas.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Intrigas
Grandes negócios...
sábado, 30 de julho de 2011
Atentados na Noruega

terça-feira, 26 de julho de 2011
Taça da Europa de judo
Ouro na matemática

Miguel Martins dos Santos foi o primeiro estudante português a conseguir a medalha de ouro nas Olimpíadas Internacionais de Matemática que se realizaram na Holanda.
João Magalhães dos Santos e Raul Penaguião, os outros dois vencedores, conseguiram o bronze naquela que foi a melhor participação nacional de sempre.
Na imagem o vencedor à chegada, na companhia de Nuno Crato, o actual Ministro da Educação.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Nova temporada

quinta-feira, 21 de julho de 2011
MON versus PNR
Acusações, processos, queixas, ilegalidades, enfim, todo um rol de acontecimentos que me confunde e ultrapassa.
Não é uma critica, não tenho moral para o fazer, mas no meio de tudo isto apenas se esclarece na minha mente o porquê de ao contrário do que se passa no resto da Europa, em Portugal não existir uma alternativa nacionalista credível para o eleitorado.
Rudolf Hess
Aos catorze anos regressou à Alemanha e, aos 20 ofereceu-se como voluntário para combater pelo seu país na 1ª Grande Guerra.
Durante o conflito foi ferido por duas vezes e distinguido com a cruz de cavaleiro de 2ª classe.
Com o fim do conflito Hess junta-se ao Freikorps, uma organização paramilitar que combatia o comunismo.
Em 1920 junta-se ao Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.
Preso em 1923, partilha o cárcere com Adolf Hitler, na altura que este escreve o livro Mein Kampf.
Com a ascenção de Hitler, Hess acompanha-o, tornando-se na 3ª figura na hierarquia do Reich.
Em 1941, em plena II Guerra Mundial, Rudolf Hess voa sozinho para Inglaterra para propor aos ingleses um acordo de paz que poria o fim ao conflito entre Alemanha e Inglaterra.
Churchill recusa a proposta e prende o oficial alemão.
No fim da II Guerra Mundial Rudolf Hess é julgado e condenado em Nuremberg a prisão perpétua. Curioso será dizer que tão pesada sentença não é compreensivel, uma vez que os planos para a alegada solução final só foram postos em marcha em 1942, já Hess era cativo dos aliados há um ano... que alegados crimes de guerra terá praticado enquanto esteve encarcerado?
Cumpriu a sua pena durante 46 (quarenta e seis) anos na prisão fortaleza de Spandau, onde durante os últimos vinte foi o único recluso.
As condições a que esteve sujeito durante todo este tempo arrepiariam qualquer elemento da Amnistia Internacional... se esta se desse ao trabalho de por lá ter passado.
Por fim, aos 93 (noventa e três) anos rudolf Hess foi encontrado morto na sua cela.
Faleceu no dia 17 de Agosto sob condições no mínimo suspeitas. Suicídio dizem aqueles que o guardavam, homicídio acusam os familiares.
O seu corpo foi enterrado no cemitério da cidade de Wunsiedel e por lá permaneceu até ao dia 17 de Julho de 2011.
Nesse dia, passados mais de 117 (cento e dezassete) anos após o seu nascimento, a sua campa foi levantada, os seus restos mortais cremados e as suas cinzas deitadas ao mar, numa tentativa de eliminar a sua memoria de forma definitiva.
Querem melhor exemplo do que é ser um mártir?
sábado, 16 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
O senhor(a) que se segue
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Um brinde
Ciclo vicioso
1-As agências baixam o ranking de Portugal (com ou sem razão plausível).
2-Os mercados penalizam Portugal (aumento de juros, baixa oferta na aquisição de empresas publicas, etc).
3-Portugal em dificuldades financeiras lança novas medidas de austeridade.
4-Aumenta o risco de incumprimento dos compromissos assumidos.
5-Voltar ao ponto 1 se faz favor e repetir a leitura até que a inviabilidade económica do país e consequente submissão seja uma realidade inevitável.
Frase do dia
«Trocam a soberania por um prato de lentilhas, preferem viver de um subsídio de 500€ a trabalhar por 800€»«Perdemos a independência porque não temos dinheiro. É como lá em casa: quando o filho vive da mesada, quem manda é a velha»
«O concerto dos Coldplay esgotou. Já viu? E o que se pode fazer? Não posso ir para Algés gritar que estão todos loucos!»
Em vez de uma frase do dia temos três, ditas por uma das vozes que fala sem receio.
Roswell
sábado, 2 de julho de 2011
Guerreiro de Roma

terça-feira, 28 de junho de 2011
O Diabo
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Temos pena... (II)
Temos pena... (I)
sábado, 25 de junho de 2011
Farwest no colombo
terça-feira, 21 de junho de 2011
Novo executivo
Bronze a dobrar

Movimento de Oposição Nacional
Realizou-se no passado Domingo pelas 16:00 horas num hotel da grande Lisboa, a apresentação oficial do Movimento de Oposição Nacional.A abertura do evento esteve a cargo do Professor António Marques Bessa, que de uma forma cativante expôs alguns dos desafios que Portugal enfrenta e enfrentará no futuro.
De seguida, um elemento da direcção divulgou de forma detalhada, quais os objectivos primordiais desta Associação politico cultural. Tempo houve para uma sessão de perguntas colocadas à mesa.
O acontecimento terminou, já na minha ausência, com uma actuação de José Campos e Sousa.
Dia do jubas

domingo, 19 de junho de 2011
Bi-campeões de futsal
terça-feira, 14 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
10 Junho
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Longe, longe...
Ou nem por isso, ;-)
sábado, 4 de junho de 2011
Reflexão e ... acção
terça-feira, 31 de maio de 2011
Ratko Mladic
Herói nacional sérvio, Ratko Mladic foi capturado e entregue ao Tribunal Penal Internacional. O mesmo tribunal que condenou à morte na sua própria cela Slavodan Milosevic e que desde 2008 julga Radovan Karadzic.Aqui fica uma homenagem a um homem que teve a ousadia de defender o seu povo sem se importar com o preço a pagar por essa mesma atitude.
sábado, 28 de maio de 2011
Ainda o 28 de Maio
Discurso de António Oliveira Salazar nas comemorações dos dez anos sobre o 28 de Maio de 1926.
Artigo de opinião
acreditam que precisamos de mais submarinos? Já vão acreditar.
Em 1926 a situação económica e financeira de Portugal era bastante melhor do que a actual mas, em termos políticos e sociais, estávamos muito pior. De facto os indicadores pelos quais se aferem os dois primeiros âmbitos assim o provam. Aquando do 28 de Maio, a dívida pública era cerca de 63% do PIB; de 1910 a 28 houve um deficit acumulado de 2.684.724 contos (78.900.000 libras); em 1920 os salários referidos aos preços já valiam apenas um terço do que em 1910, e tudo isto apesar de a seguir à IGG se viver sem contas e sem orçamento, já que a classe política da altura não se entendeu sobre como pôr um de pé…
Presentemente a divida pública é já de cerca de 100% do PIB (e não está lá tudo!) – em 1974 era de 15%, e segundo o conceituado docente Santos Pereira, Portugal está na lista dos 10 países mais endividados do mundo. Nem vale a pena falar nos restantes indicadores macro económicos, um verdadeiro filme de terror que a pouco e pouco se vem tornando público.
A I República quis implantar uma espécie de “democracia directa”misturada com ditadura jacobina que lembrava Danton e Robespierre. O resultado foi o período mais infame que em Portugal já houve. Lembra-se resumidamente: oito PRs (um cada dois anos), dos quais um foi assassinado (idem para um chefe de governo), dois foram exilados, um resignou, dois renunciaram e outro foi destituído; 45 governos (média de três governos/ano); oito parlamentos, dos quais cinco foram dissolvidos, e 11 ditaduras, ou seja restaram apenas cinco anos cumpridos dentro da legalidade constitucional.
A ditadura militar instaurada em 1926, pôs ordem nas ruas, mas não soube resolver o problema financeiro. Os generais Sinel de Cordes e Ivens Ferraz negociaram um empréstimo (parece que só se sabe fazer isto…), de 12 milhões de libras, na Sociedade das Nações, mas as condições leoninas que nos impuseram levaram o governo a rejeitar o empréstimo. Só então se concordou com as condições de um certo professor de Coimbra, que foram buscar para ministro das finanças. O resto da história é conhecida, embora muito mal contada e convenientemente esquecida.
O actual empréstimo, negociado com a “Troika”devia ter levado o caminho daquele, por variadíssimas razões, a saber:
Enquanto nos continuarem a emprestar dinheiro, o problema político – de onde derivam todos os outros – não será resolvido em Portugal;
O empréstimo (e os que se seguirão), não são passíveis de serem pagos, nem daqui a 200 anos, a não ser que se descubra petróleo no Beato ou ouro em Foz Côa;
O empréstimo é feito a uma taxa de usurário e, por isso, inadmissível;
O dinheiro só vai servir para pagar juros, dívidas externas e internas, afim de não deixar colapsar o Estado. Não vai ser investido na economia nem em actividades reprodutivas, logo não tem mais-valia futura. É apenas mais um ónus. Até um simples aviador como eu, percebe isto;
O empréstimo, que não tem nada de filantropia destina-se, outrossim, a financiar os grandes bancos europeus, nomeadamente, franceses e alemães, em particular, e a alta finança ligada à Wall Street, em geral – nisto é mister dar razão a Jerónimo e a Louçã;
Tudo isto representa uma canga insuportável, que nos leva a soberania que nos resta. Depois não vai haver revolta que nos salve. Nem o Conde Duque Olivares se atreveu a tanto;
Para garantirmos estes empréstimos e os próximos – por esta lógica isto não vai parar nunca – vamos ter de abrir mão de tudo, privatizar tudo (a TAP, por ex., vai já à vida e por tuta e meia, por causa do enorme passivo que tem…), vender tudo. Quando não restar nada pagamos com sangue.
Finalmente, não deveríamos ter feito este acto suicidário, pela simples razão de que os partidos e todo o sistema político existente, não vão conseguir honrá-lo. Irão desentender-se todos e não haverá autoridade para nada. Também não acreditam? Leiam Fernando Pessoa (“O Interregno. Defesa e justificação da Ditadura Militar em Portugal”, 1928):
“Os partidos, (…) como têm um ideal político distinto do ideal nacional (sem o que não seriam partidos), ora sobrepõem aquele a este ora o infiltram neste, assim o pervertendo. Os partidos, ainda, como têm que ter a aparência de se apoiar na opinião pública, buscam “orientá-la”no sentido que desejam, e assim a pervertem; e, para sua própria segurança, buscam servir-se dela, em vez de a servir a ela, e assim a sofismam.”
Ora, lamentavelmente, os partidos actuais não são muito diferentes dos contemporâneos do grande poeta, enfim, aqueles seriam até mais patriotas…
Em súmula, chegando-se à conclusão que o empréstimo nada vai resolver, ao passo que tudo se irá agravar, então mandaria a lógica que interrompêssemos o caminho para o abismo quanto antes.
Mas as coisas não se irão passar assim, pela questão pueril de que não há coesão política e social e pela especificidade da natureza humana: ninguém quer fazer sacrifícios se lhes puder furtar, nem alguém no seu juízo perfeito – muito menos um politico - gosta de ser portador de más notícias. Ou seja, temo bastante que só quando houver fome, greves selvagens e “bombas”se irá atacar os problemas de frente. A alternativa (rara), só existiria com o aparecimento de uma verdadeira elite política. E todos sabemos que tal, de momento, não existe. Aliás, nos últimos 30 anos em vez de as tentarmos formar, fez-se tudo para as eliminar.
O que se deveria então fazer? A lista é longa e dura e teria que ser harmonizada numa política medularmente portuguesa, servida por uma grande estratégia. E quem a delinearia e poria em prática? Voltamos ao mesmo, não pode ser com a actual classe política – que foi quem nos trouxe ao inenarrável cenário contemporâneo - e que o dia seguinte às próximas eleições legislativas irá provar, mais uma vez, à saciedade.
Um conjunto de medidas – quando for possível implementá-las – passará pela eventual saída do euro, da UE, sair da zona de influência das agências de rating, regular fronteiras e trabalhar com os meios que tivermos. Concertar acções com outros devedores; renegociar a divida e embargar o seu pagamento, quando isso nos interessar. Voltarmo-nos para o mar e pôr a CPLP a funcionar. Tornar-nos neutros nas contendas europeias e afastar do poder todos os cidadãos que prefiram obediências estranhas à sua matriz nacional.
Ao contrário do que a maioria dos receosos pensam, só teremos dois problemas sérios pela frente: alimentar a população (água ainda temos alguma e vinho não falta!) e ter um mínimo de energia para nos sustentarmos – não produzimos e não temos como ir buscá-los pois, entretanto, estes adiantados mentais reduziram a marinha à exiguidade!
Finalmente, hélas, precisamos dos submarinos para tirar veleidades a uns quantos membros da”comunidade internacional”, para não nos bombardearem como estão a fazer à Líbia ou para, no mínimo, não pensarem que entram aqui a passear.
Campanha eleitoral
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Fartura...
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Lars Von Trier
Digo quase tudo, porque quando toca ao nacional-socialismo a coisa pia mais fininho. Que o diga o realizador Lars Von Trier, que no festival de cinema em Cannes, teve a audácia de se assumir como nazi, elogiando Albert Speer. Afirmou também que nada tinha contra os judeus, embora compreendesse Adolf Hitler...
As reacções não se fizeram esperar e, este conceituado realizador, foi expulso do dito festival com a nota de que se o seu filme ganha-se algum prémio, era favor de não aparecer para receber o mesmo. Escusado será dizer que não ganhou e não ganhará nada nos próximos tempos.
terça-feira, 24 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Até que enfim...
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Serviço público
Sem sono e com pouca vontade de empreender esforços nas muitas empresas que tenho a cargo, tenho desperdiçado o tempo destinado ao descanso, em frente à suposta "caixa mágica".
Na RTP estreou uma sátira ao reality Show Big Brother. Alegadamente humorístico, com um elenco de famosos, vale tudo, desde o total desrespeito pelas crenças religiosas alheias, até à masturbação masculina, recorrendo a um instrumento de ordenha destinado a mamiferos de duas pernas.Na SIC surge um concurso onde concorrentes de peso, com pouca ou nenhuma auto-estima, se prestam à humilhação na vã tentativa de parecerem normais. Já a TVI, teve a ideia original de levar o nosso (vosso, definitivamente vosso) jet 7 para a companhia de tribos com um modo de vida ancestral. Não se perde tudo, no meio das aberrações destaca-se o unânime desespero dos chefes tribais, verdadeiramente impressionados com os estranhos seres que se auto-intitulam civilizados.
Resumindo, com o fim da época futobulistica o circus não dá descanso. Dia 5 de Junho o povinho vai ás urnas, convém que vá o mais alienado possível. Circo temos, já pão... a ver vamos.
domingo, 15 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Descansa em paz
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Tintin na cadeia
Passagem do Mesolítico para o Neolítico.
Os estudos em Portugal apontam para duas teorias distintas, que inclusivamente poderiam ter coexistido. O modelo difusionista ou démico, que contempla a colonização por via marítima, por povos com domínio na área da pastorícia e agricultura. A partir de determinadas áreas bem definidas partiriam então, para a ocupação de novos territórios.
O modelo indigenista, por seu turno, defende que a passagem do mesolítico para o neolítico aconteceu com a aquisição de novas técnicas de produção por parte da população indígena.
Estas novas técnicas surgiram da necessidade de alimento, devido a uma alegada ruptura demográfico – ecológica, ou seja, o aumento demográfico das populações e uma possível escassez dos recursos, devido também às alterações climáticas, teria obrigado as populações do final do mesolítico a apropriarem-se de novos elementos tecnológicos exógenos.
Para validar cada uma destas teorias, existem uma série de estações arqueológicas, as quais passaremos a analisar.
Entre o núcleo mesolítico de Samouqueira I, Medo Tojeiro (6440 + - 140 anos BP), e o núcleo de Vale Pincel I (6700 + - 60 BP), considerado neolítico antigo pelos indigenistas, evidenciam-se aspectos que transmitem uma possível ideia de evolução do modo de vida entre as estações.
No entanto, para os defensores da teoria difusionista, todas estas estações são mesolíticas, independentemente de terem sido encontradas cerâmicas de decoração cardiais, próprias do neolítico.
Para João Zilhão; um dos principais mentores da teoria difusionista, entre 6000-5750
a.C., não existiam povoações neolítocas no território em estudo. Para este historiador, as primeiras povoações do neolítico antigo foram as estações de Cabranosa (5621 – 5369 a.C.) e Sitio do Padrão (5481 – 5305 a.C.), não havendo sobreposição de datas com as estações do mesolítico de Rocha das Gaivotas (6637 – 5969 a.C.) e Armação de Pêra (6009- 5669 a.C.).
Tais factos levam-nos a concluir que aquando da chegada, por via marítima, das populações neolíticas, o litoral Algarvio, se encontrava praticamente despovoado.
No seguimento da sua teoria, João Zilhão afirma que rapidamente estas populações teriam colonizado a região do maciço calcário. Nesta região, destacam-se: Cabeço de Pias (Torres Novas); Pena D’Água (Torres Novas); Eira Pereirinha; Buraca Grande e a Gruta do Almonda. Em todos estes núcleos apenas se conseguiram apurar duas datas com elevado grau de fiabilidade, (5477-5321 a.C. e 5285 – 4545 a.C.)
Nas estações supra referidas foram encontradas cerâmicas cardiais similares com outras recolhidas em Cabranosa e Padrão e também em Cova de L’Or (Valência), o que argumenta favoravelmente à deslocação de populações com modo de vida neolítica através de navegação de cabotagem.
Ou seja, neste período (5500-5250 a.C.), terão coexistido populações neolíticas no maciço central e Barlavento Algarvio, com populações com modo de vida mesolítico, situadas no estuário do Sado/ Tejo e Costa Vicentina.
No período compreendido entre 5000-4750 a.C., registou-se uma rápida expansão dos núcleos neolíticos em detrimento dos núcleos mesolíticos. Estes últimos, ficaram circunscritos aos concheiros do Vale do Sado, como é exemplo a estação, claramente mesolítica, de Amoreiras (5060 – 4720 a.C.) Neste período desaparecem os núcleos mesolíticos da Costa Vicentina, sendo substituídos por núcleos neolíticos. (Samouqueira II é um exemplo).
Da oposição entre a economia de produção e a economia de caça – recolecção observa-se que a primeira se adequa a um melhor atendimento das necessidades dos grupos de indivíduos, ou seja, não se trata de substituir a caça; pesca recolecção, características do mesolítico, mas de acrescentar ao modo de vida, a domesticação de animais e a produção de bens agrícolas, fazendo com que tivessem meios de subsistência mais completos e eficazes.
Podemos especular que, devido a esses novos meios de subsistência se tenha assistido a um significativo aumento demográfico e prova disso foi a rápida expansão demográfica, verificada nas populações neolíticas na Estremadura e Costa Vicentina, ocupando geograficamente os antigos núcleos mesolíticos (Estuário do Tejo e Litoral Alentejano).
A economia de produção inicia assim o princípio do mundo como hoje o conhecemos, condenando o modo de vida itinerante que caracterizava as populações do mesolítico.
Bibliografia:
Cardoso, João Luís in Pré – História de Portugal, Publicações Universidade Aberta.
Zilhão, João in A Passagem do Mesolítico ao Neolítico na Costa do Alentejo, Revista Portuguesa de Arqueologia, Volume I. número, 1998.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
O seu a seu dono
Geração à Rasca - A Nossa Culpa
Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.
Recebi este texto por e-mail, através de mão amiga que, conhecendo a minha opinião sobre o assunto, sabia previamente que o seu teor provocar-me-ia um sorriso de orelha a orelha. Acontece que já tinha lido esta bela prosa no blogue da autora. "Assobio Rebelde" é o seu nome e Maria dos Anjos a pessoa que por lá assobia. Qual não é o meu espanto, quando verifico no e-mail que esta clarividente missiva era atribuída ao escritor Mia Couto... não é certo, o seu a seu dono.
terça-feira, 26 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Explicações de matemática
O mal amado
Excluído das listas socialistas para as próximas legislativas, Teixeira dos Santos será um dos bodes expiatórios que o "chefe" usará para justificar o "terramoto" que se aproxima.
terça-feira, 12 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Nomeados
quinta-feira, 31 de março de 2011
Sul americanos...
quarta-feira, 30 de março de 2011
Pritzker 2011
Caça piratas
A fragata Vasco da Gama iniciou viagem para o Oceano Indico onde comandará a European Union naval Force Somália, uma força composta por dez navios com o objectivo de dissuadir a pirataria naquela região do globo.































