
terça-feira, 17 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Serviço público
Sem sono e com pouca vontade de empreender esforços nas muitas empresas que tenho a cargo, tenho desperdiçado o tempo destinado ao descanso, em frente à suposta "caixa mágica".
Na RTP estreou uma sátira ao reality Show Big Brother. Alegadamente humorístico, com um elenco de famosos, vale tudo, desde o total desrespeito pelas crenças religiosas alheias, até à masturbação masculina, recorrendo a um instrumento de ordenha destinado a mamiferos de duas pernas.Na SIC surge um concurso onde concorrentes de peso, com pouca ou nenhuma auto-estima, se prestam à humilhação na vã tentativa de parecerem normais. Já a TVI, teve a ideia original de levar o nosso (vosso, definitivamente vosso) jet 7 para a companhia de tribos com um modo de vida ancestral. Não se perde tudo, no meio das aberrações destaca-se o unânime desespero dos chefes tribais, verdadeiramente impressionados com os estranhos seres que se auto-intitulam civilizados.
Resumindo, com o fim da época futobulistica o circus não dá descanso. Dia 5 de Junho o povinho vai ás urnas, convém que vá o mais alienado possível. Circo temos, já pão... a ver vamos.
domingo, 15 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Descansa em paz
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Tintin na cadeia
Passagem do Mesolítico para o Neolítico.
Os estudos em Portugal apontam para duas teorias distintas, que inclusivamente poderiam ter coexistido. O modelo difusionista ou démico, que contempla a colonização por via marítima, por povos com domínio na área da pastorícia e agricultura. A partir de determinadas áreas bem definidas partiriam então, para a ocupação de novos territórios.
O modelo indigenista, por seu turno, defende que a passagem do mesolítico para o neolítico aconteceu com a aquisição de novas técnicas de produção por parte da população indígena.
Estas novas técnicas surgiram da necessidade de alimento, devido a uma alegada ruptura demográfico – ecológica, ou seja, o aumento demográfico das populações e uma possível escassez dos recursos, devido também às alterações climáticas, teria obrigado as populações do final do mesolítico a apropriarem-se de novos elementos tecnológicos exógenos.
Para validar cada uma destas teorias, existem uma série de estações arqueológicas, as quais passaremos a analisar.
Entre o núcleo mesolítico de Samouqueira I, Medo Tojeiro (6440 + - 140 anos BP), e o núcleo de Vale Pincel I (6700 + - 60 BP), considerado neolítico antigo pelos indigenistas, evidenciam-se aspectos que transmitem uma possível ideia de evolução do modo de vida entre as estações.
No entanto, para os defensores da teoria difusionista, todas estas estações são mesolíticas, independentemente de terem sido encontradas cerâmicas de decoração cardiais, próprias do neolítico.
Para João Zilhão; um dos principais mentores da teoria difusionista, entre 6000-5750
a.C., não existiam povoações neolítocas no território em estudo. Para este historiador, as primeiras povoações do neolítico antigo foram as estações de Cabranosa (5621 – 5369 a.C.) e Sitio do Padrão (5481 – 5305 a.C.), não havendo sobreposição de datas com as estações do mesolítico de Rocha das Gaivotas (6637 – 5969 a.C.) e Armação de Pêra (6009- 5669 a.C.).
Tais factos levam-nos a concluir que aquando da chegada, por via marítima, das populações neolíticas, o litoral Algarvio, se encontrava praticamente despovoado.
No seguimento da sua teoria, João Zilhão afirma que rapidamente estas populações teriam colonizado a região do maciço calcário. Nesta região, destacam-se: Cabeço de Pias (Torres Novas); Pena D’Água (Torres Novas); Eira Pereirinha; Buraca Grande e a Gruta do Almonda. Em todos estes núcleos apenas se conseguiram apurar duas datas com elevado grau de fiabilidade, (5477-5321 a.C. e 5285 – 4545 a.C.)
Nas estações supra referidas foram encontradas cerâmicas cardiais similares com outras recolhidas em Cabranosa e Padrão e também em Cova de L’Or (Valência), o que argumenta favoravelmente à deslocação de populações com modo de vida neolítica através de navegação de cabotagem.
Ou seja, neste período (5500-5250 a.C.), terão coexistido populações neolíticas no maciço central e Barlavento Algarvio, com populações com modo de vida mesolítico, situadas no estuário do Sado/ Tejo e Costa Vicentina.
No período compreendido entre 5000-4750 a.C., registou-se uma rápida expansão dos núcleos neolíticos em detrimento dos núcleos mesolíticos. Estes últimos, ficaram circunscritos aos concheiros do Vale do Sado, como é exemplo a estação, claramente mesolítica, de Amoreiras (5060 – 4720 a.C.) Neste período desaparecem os núcleos mesolíticos da Costa Vicentina, sendo substituídos por núcleos neolíticos. (Samouqueira II é um exemplo).
Da oposição entre a economia de produção e a economia de caça – recolecção observa-se que a primeira se adequa a um melhor atendimento das necessidades dos grupos de indivíduos, ou seja, não se trata de substituir a caça; pesca recolecção, características do mesolítico, mas de acrescentar ao modo de vida, a domesticação de animais e a produção de bens agrícolas, fazendo com que tivessem meios de subsistência mais completos e eficazes.
Podemos especular que, devido a esses novos meios de subsistência se tenha assistido a um significativo aumento demográfico e prova disso foi a rápida expansão demográfica, verificada nas populações neolíticas na Estremadura e Costa Vicentina, ocupando geograficamente os antigos núcleos mesolíticos (Estuário do Tejo e Litoral Alentejano).
A economia de produção inicia assim o princípio do mundo como hoje o conhecemos, condenando o modo de vida itinerante que caracterizava as populações do mesolítico.
Bibliografia:
Cardoso, João Luís in Pré – História de Portugal, Publicações Universidade Aberta.
Zilhão, João in A Passagem do Mesolítico ao Neolítico na Costa do Alentejo, Revista Portuguesa de Arqueologia, Volume I. número, 1998.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
O seu a seu dono
Geração à Rasca - A Nossa Culpa
Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.
Recebi este texto por e-mail, através de mão amiga que, conhecendo a minha opinião sobre o assunto, sabia previamente que o seu teor provocar-me-ia um sorriso de orelha a orelha. Acontece que já tinha lido esta bela prosa no blogue da autora. "Assobio Rebelde" é o seu nome e Maria dos Anjos a pessoa que por lá assobia. Qual não é o meu espanto, quando verifico no e-mail que esta clarividente missiva era atribuída ao escritor Mia Couto... não é certo, o seu a seu dono.
terça-feira, 26 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Explicações de matemática
O mal amado
Excluído das listas socialistas para as próximas legislativas, Teixeira dos Santos será um dos bodes expiatórios que o "chefe" usará para justificar o "terramoto" que se aproxima.
terça-feira, 12 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Nomeados
quinta-feira, 31 de março de 2011
Sul americanos...
quarta-feira, 30 de março de 2011
Pritzker 2011
Caça piratas
A fragata Vasco da Gama iniciou viagem para o Oceano Indico onde comandará a European Union naval Force Somália, uma força composta por dez navios com o objectivo de dissuadir a pirataria naquela região do globo.Doutor Honoris Causa
terça-feira, 29 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
A caminho da desgraça...
Desnecessário.
sábado, 26 de março de 2011
Presente!

Decorreu hoje, sem incidentes, o protesto organizado pelo Partido Nacional Renovador contra o acordo ortográfico.
Também não estranhei a ausência dos meios de comunicação social a este evento, uma vez que o boicote a este partido por parte dos mesmos tem sido total.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Pânico nas hostes...(IV)

Manuel Alegre
Pânico nas hostes...(III)

"O debate de amanhã não pode precipitar o país, em meu modesto entender, numa situação de total imprevisibilidade"
Jorge Sampaio, funcionário das Nações Unidas
Pânico nas hostes...(II)

“No meu modesto entender, só uma pessoa, neste momento, tem possibilidade de intervir, ser ouvido e impedir a catástrofe anunciada"
Mário Soares
Pânico nas hostes...

"Há tempo para evitar uma crise politica que seria desastrosa"
Ferro Rodrigues, embaixador de Portugal na OCDE
terça-feira, 22 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Nobilíssimo...
Primeiro foi o Afeganistão, depois o Iraque e agora, já bem próximo do continente europeu, a Líbia.
Não há tirano que esteja a salvo do Nobel da Paz...
Adenda: Desta feita até os franceses e ingleses estão assanhados... quando chegar a hora de consolidar as posições no terreno logo lhes passa...
Tempo de Quaresma
Estamos em tempo de Quaresma e este vosso projecto de escriba investe contra a modernidade dos tempos, combatendo arduamente contra beyblades, bakugans e demais viroses do século XXI.quinta-feira, 17 de março de 2011
Cerimonia de abertura do ano judicial
terça-feira, 15 de março de 2011
6%
Justiça portuguesa no seu melhor...
Fátima Felgueiras foi hoje completamente absolvida pelo Tribunal da Relação de Guimarães, dos sete crimes de que era acusada no "caso futebol".Não se compreende...
O motivo que levou a tomar esta atitude prende-se e, passo a citar: com a «demora injustificada no fornecimento de documentos e informações solicitadas» e «apresentação de documentos e informações incompletas».
Antes da demissão, Avelino de Jesus terá comunicado ao Presidente do Tribunal de Contas, Guilherme de Oliveira Martins, os sucessivos atrasos e omissões, ao que este lhe terá respondido que " costumo queixar-me do mesmo"...
Como disse?
Perdão, o que é o Tribunal de Contas?
O Tribunal de Contas Português é a Instituição Suprema de Fiscalização e controlo de dinheiros e valores públicos.
Frase do dia
domingo, 13 de março de 2011
Japão
Conjuntura...
PEC 4- Portugal 0
sexta-feira, 11 de março de 2011
Frase do dia
quinta-feira, 10 de março de 2011
Fala quem sabe!
Governo sombra
terça-feira, 8 de março de 2011
12 de Março
Depois do sucesso que o tema "parva que eu sou" dos Deolinda teve nos coliseus do Porto e Lisboa, surgiu um movimento no facebook a agendar uma manifestação para a Avenida da Liberdade para o próximo dia 12 de Março.Manifesto
Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.
Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.
Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.
Caso contrário:
a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.
b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.
c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.
Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.
Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.
Este é o manifesto do evento, tratando desde logo os organizadores de referir tratar-se de uma iniciativa laica, apartidária e pacifica... isto foi o que foi dito, na pratica logo nos dias seguintes, os deputados do Bloco de Esquerda no parlamento tentaram o aproveitamento politico da manifestação, ao que se seguiram os deputados do Partido Comunista e todas as organizações canhotas de norte a sul do país.
Confrontado com a possibilidade de poder vir a engrossar os números de uma manifestação
vermelha, entrei em contacto via e-mail com a organização.
vasco dionisio para geracaoarasca
Boa tarde,
Sou um "jovem" de 35 anos, casado, com 2 filhos, que acima de tudo acredita em Portugal e nos portugueses.
Sou católico não praticante, patriota por convicção e nacionalista por opção.
Ideologicamente de direita, nunca estive filiado em qualquer partido ou movimento politico. Acredito que os partidos com assento parlamentar serão sempre parte do problema e nunca parte da solução.
Gostava de saber se o meu perfil encaixa de alguma forma nos participantes da próxima manifestação do dia 12 de Março. Coloco a questão porque tem havido um claro e nítido aproveitamento por parte de forças de extrema esquerda da vossa iniciativa.
Atenciosamente,
Vasco Dionísio
passado uns dias veio a resposta...
Geração À Rasca para mim
Boa tarde,
Este Protesto é apartidário, pelo que está aberto a todos os quadrantes políticos, independentemente das escolhas pessoais de cada um. É laico, porque não tem nenhuma conotação religiosa, embora não seja anti-religiosos. E é pacífico, porque a violência não é a solução, podemos ser pacíficos sem sermos passivos.
Apesar disto, não somos ingénuos, e sabemos que podem existir pessoas que tentem colar-se ao Protesto, porém enquanto promotor do mesmo garanto que não estamos associados a nenhuma força política. Queremos alertar para o problema da precariedade, e esse problema não é de esquerda ou de direita, não é ou cristão ou ateu, não é benfiquista ou sportinguista, etc… é transversal à sociedade. Assim, renunciamos a qualquer associação com associações político-partidárias ou ideológicas. Pelo que quem aceitar, os princípios e concordar com o Manifesto é sempre bem-vindo.
Com os melhores cumprimentos,
António Frazão
Dúvidas dissipadas, confirmei a minha presença.
Passados uns dias, tomei conhecimento que Bloco de Esquerda e Partido Comunista vão enviar representantes à manifestação... bem se eles vão eu não vou! pensei eu, era o que mais faltava participar num protesto ao lado de alguns responsáveis pelo actual estado da Nação!
Mais um par de dias e verifico que no facebook surge uma pagina criada por nacionalistas a convocar um encontro nos Restauradores para dia 12 às 15:00 !!!
No seu melhor !!!
quarta-feira, 2 de março de 2011
Tempo de antena
" O espaço que se segue, é da inteira e exclusiva responsabilidade dos seus intervenientes"
Apesar das recentes dificuldades em manter o poder, o líder líbio reconhece que existem povos mais oprimidos que o seu e, consequentemente com mais razões para a revolta.
terça-feira, 1 de março de 2011
Aniversário TSF
O Diabo
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Planetário Calouste Gulbenquian

O que acabamos de ler é um resumo da história do planetário Calouste Gulbenquian. Um centro cientifico e cultural, que à data de inauguração ombreava com os seus congéneres europeus (mais uma prova do nosso alegado atraso durante a tenebrosa noite fascista).
História à parte, o planetário ao domingo da parte da manhã tem uma sessão infantil com vista à introdução da astronomia aos nossos pequenos. Digo-vos por experiência própria que é um bom programa familiar.
"Sessão Infantil"
Nesta sessão podemos observar o céu, as estrelas e as constelações, aprendendo a identificar a Ursa Maior e a Ursa Menor para, a partir delas, localizarmos a Estrela Polar e encontrarmos os pontos cardeais. Depois ficamos a conhecer os principais movimentos da Terra e as suas consequências.
Fala-se também da Lua, suas características físicas, movimento em torno da Terra e diferentes fases. Partindo da Terra, fazemos uma breve “viagem” espacial, através de alguns planetas do Sistema Solar até longínquas e deslumbrantes galáxias. Ao regressarmos ao nosso planeta, somos surpreendidos por um céu muito nublado e assistimos ao espectacular fenómeno da trovoada.
Adenda: A bilheteira abre às 10:30 e os bilhetes para esta sessão são grátis. O inicio está programado para as 11:30, mas convém chegar antes, não há lugares marcados e a natureza humana por vezes revela-se :-).
O estado a que o Estado chegou II

Numa associação com a editora Gradiva, o DN compilou os suplementos e publicou o livro.
O preço é de 13€, acessível para quem tem sede de conhecimento e gosta de fundamentar com números a sua opinião.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Taça do Mundo de judo em Praga
Reserva mundial de surf

É simplesmente a única zona costeira na Europa a receber este estatuto e a quarta em todo o mundo. Boas noticias para os amantes da modalidade, que poderão ainda assistir em Junho nestas praias, a uma prova do Campeonato do Mundo de Surf.
Já tinhamos homem...
Wourld press photo 2010
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
The Fighter: Último round

Nomeado para 7 óscares da academia, "The Fighter" conta-nos a história de uma família ligada ao mundo do boxe, que vive entre a glória passada de Dicky Eklund (Christian Bale), um jovem pugilista promissor que entretanto se perde no mundo das drogas e, o seu irmão Micky (Mark Walhberg) que espera a oportunidade para revelar o seu talento.
Um drama familiar magistralmente dirigido por David O. Russel, com interpretações brilhantes da dupla Bale/Walhberg que farão com toda a certeza "The Fighter", um dos vencedores na noite mais importante da sétima arte.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Frase do dia

"Na segunda-parte o Benfica fechou-se e foi mais difícil ter espaço. Se jogássemos sempre contra onze talvez tivéssemos tido mais espaço”.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Coisas da democracia...
A SIC noticias decidiu suspender por tempo indeterminado o programa plano \nclinado, do apresentador Mário Crespo e dos comentadores Medina Carreira, João Duque e Nuno Crato.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Deolinda
Os Deolinda actuaram em 4 datas consecutivas em Lisboa e no Porto na passada semana. Durante as actuações tocaram este tema inédito, que figurará certamente no seu próximo álbum de originais.
A reacção do público é a que se pode ver na gravação. Os próprios Deolinda ficaram surpresos com o impacto que o tema teve na plateia. As rádios já pediram à editora uma versão que passará a partir do inicio desta semana. Aqui fica a letra.
Deolinda - Parva que sou
Música e letra: Pedro da Silva Martins
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Adenda: Os cromos do costume já comparam a banda com Zeca Afonso e com os "artistas" ligados à esquerda revolucionária... eu conheço os anteriores trabalhos do grupo e não podia estar mais em desacordo. Oiçam e engulam, nem toda a música de intervenção está ligada ao esquerdalho!






























